Sábado, 2 de Junho de 2012

EPISÒDIOS


Há instantes na vida de uma enfermeira que nunca esquecem....
E tantas vezes, coisas que nos colocam ali ...em frente  algo que desconhecemos
 Mas que  nos faz compreender o quanto somos pequeninos....e toda a sabedoria que aprendemos nos livros fica-se ali desmaiada perante  algo maior que nós.

Utilia Ferrão

Terça-feira, 29 de Maio de 2012

O TOM? É O MESMO


Pego na caneta de tinta preta
E nesta folha em branco,
Nascem rios de palavras envolventes.
E num ondular de ideias transparentes.

Saídos da torrente tumultuosa da minha mente.
Os silêncios afrontam em pensamentos
Privilegiados momentos...

Saberei eu amigos um dia,
Contar-vos o que os meus olhos vêm
 E os meus ouvidos ouvem

E o tudo sentir?

Ouçam bem
Falo-vos da vida,
Nela vivi, sempre dela cuidei
E nela morri para viver.

A vida é preciosa
E porque não tem preço
Apresso-me a senti-la, abraçá-la, acolhê-la.
A cada passo.

Neste instante pulsa-me o coração
Em sintonia com tantos outros
Ao mesmo ritmo e com o mesmo bater,

O tom? É o mesmo.

Mas este aqui é o de um bater mais lento.
Vem-me agora mais sentido,
Mais batido.

Oiço-te sim...

Ai se soubesses apreciar estes momentos
Em correntes de Água Viva,
O quanto o mundo dos teus mundos
Passaria de efémero a duradouro.

E porque é eterna esta verdade
Adormeço na margem deste rio,
Embalada pela água
Que canta e me leva na corrente.

Oh mente, caminha, navega, vai, sente.
Atravessa para a outra margem.
Leva contigo o teu destino

Utilia Ferrão





Segunda-feira, 23 de Abril de 2012


A DOR 
Para percebermos um bocadinho da dor em doentes terminais


A Dra. Maria Goretti Sales Maciel
Diz-nos que...

O conceito de dor hoje mundialmente usado é o da Associação Internacional de Estudos da Dor (IASP) e afirma que a dor é uma “Experiência sensorial e emocional desagradável, associada a dano presente ou potencial, ou descrita em termos de tal dano”. Este conceito avança na direcção de admitir que a dor é uma experiência única e individual, modificada pelo conhecimento prévio de um dano que pode ser existente ou presumido.

Neste sentido, a dor de um paciente portador de uma doença fora de possibilidade de cura pode ter uma conotação terrível pelo fato de lhe dizer  de  certa forma que a sua morte está a caminho.

Para algumas culturas, este sintoma também pode ser associado à expiação de culpa ou ser parte natural de uma doença, não podendo ser tratado com sucesso.

Portanto, admitir a importância do alívio da dor desde o início do tratamento de uma doença até as últimas horas de vida é condição fundamental para todos que trabalham com doentes em qualquer especialidade. O conhecimento do seu controle deve ser parte da formação obrigatória de todos os profissionais da área de saúde, sobretudo do médico, responsável pela prescrição de medicamentos imprescindíveis para o seu alívio.


NA MINHA OPINIÃO
A dor tantas vezes está presente vê-se mesmo sem que os pacientes falem
Vê-se no rosto deles nas palavras que dizem na forma como falam, nos gestos e nas atitudes, não falo só da dor física aquela que está localizada e se aponta  mas na dor  a outra aquela que se difunde confusamente entre o medo a solidão e  a angustia da morte e é essa dor que os enfermeiros, e outros cuidadores  apalpam quando cuidam de doentes terminais.


“Na década de 1960, a médica inglesa Cecily Saunders acrescentou ao conhecimento da dor o conceito de dor total, através do qual admite que uma pessoa sofre não apenas pelos danos físicos que possui, mas também pelas consequências emocionais, sociais e espirituais que a proximidade da morte pode lhe proporcionar. Saunders estabeleceu a importância de uma abordagem multidisciplinar e da presença de uma equipe multiprofissional para que se obtenha o máximo sucesso no tratamento dessa pessoa. De fato, ao abordarmos pacientes portadores de doenças evolutivas e sem possibilidade de cura, percebemos muitas vezes que em determinadas situações os medicamentos não são suficientes para proporcionar o completo alívio da dor maior de viver os últimos dias, de não entender por que está gravemente enfermo, de deixar filhos desamparados, separar-se de seu amor, de não poder sustentar sua família e de não conseguir compreender o real sentido para a sua vida.
A dor é primeiro Sentir.
Imaginá-la é precedê-la
Para todos é diferente.
Não há remédio maior que perceber
Verdadeiramente o que se sente.

A luz do Teu olhar
Ao sabor da alvorada
Vem em mim sempre a dor aliviar
Deito os olhos sobre o teu labirinto
Ligado ao firmamento fica o sentimento.
A brisa ligeira invade o Ser
E o vento arrasta -o
Para um novo amanhecer.

Mesmo quando tudo parece virtual
Até quando o bem parece mal
A vida continua...
Já o caminho se torna fútil.
Compreendi e passei ao Essencial
Pois a vida é trivial.
Caminhei lutei, suei, sonhei e deliberei
Eu sei a vida continua...

Utilia Ferrão
Em http://demaosdadasnacaminhada.blogspot.com

Domingo, 15 de Abril de 2012


A verdade é que a palavra certa no momento certo, pode ser remédio na solidão na angústia. E na dor.
Pode ser Paz, pode ser luz....

Retirado do meu blog “DE MÃOS DADAS NA CAMINHADA”

Palavras

As palavras levam o vento.

Elas caiem dum céu azul, brilhante.
Iluminam a face do mundo.
Estrelas que bailam diante dos meus, dos teus olhos.
Tanta luz em cada palavra...

Arrebatam á sua frente Sentimentos.

 Os pensares? Ares do dizer e do fazer.
Vão tão longe”. ...”As Palavras.
O nosso povo diz: “Do dito ao feito vai um grande eito”

Eu digo: as palavras certas na hora certa, fazem milagres.

São vivas e reais, contam histórias adormecidas.
Por vezes realidades ancestrais.
Na raiz, as palavras, alimentadas com a “Palavra”
Dão senso á Vida e ao viver.

 Árvores de troncos viçosos, com folhas cheias de verde Esperança.

São loucas, por vezes, mas apenas aos olhos humanos.
Julgamentos pessoais e sociais, quebram alguns ramos.
E apressadas dizem e não dizem, mas falam sempre a verdade
Quer escritas quer apagadas, elas bailam no pensar.

Falam, choram, cantam e sorriem, elas dizem, sabem?

Mentirosas as palavras? Não, nunca.
Incertas? Sim, elas são certas e reais.
Trazem sempre ao ouvido (no papel) o que o coração sente.
O que de profundo, no intimo o Homem vive.

Dão fulgor aos frutos, e mesmo os mais pequeninos, são suculentas.

Apanhem-nos por favor, nunca os deixem apodrecer nas árvores sim?
Saibam apenas escolher, o nosso povo diz: “ As aparências iludem
Os mais bonitos ao olhar, podem até nem ser os melhores.
São todos frutos da mesma árvore.

Elas têm carácter, “as palavras”: Eu sei.

São palavras soltas, ligadas a eles (as) a mim e a “Ele”
Deixo-as como herança do meu Sentir, do meu saber,
Colhidas no meu viver de cada dia que passa.
Despendo-as com jeito e coloco-as aqui, nesta folha caída “Daquela Árvore”.

Frutos pequeninos e selvagens, as minhas palavras

Ofereço-as á, Palavra Maior: “AMOR”.
Convicta que esta, é, foi e será a “CHAVE”
Que abriu, abre e abrirá todas as portas.
Com Muito “Amor”. Sempre e para Sempre.
Para Ti, para vós, para eles (as).

Utilia Ferrão.

Quinta-feira, 12 de Abril de 2012


O enigma da razão
Deixei de ser vítima dos problemas
Deixei de usar aquela veste que tapava o meu ser
Deixei de contar os dias que me separam de ti.
Deixei tudo, mesmo a mim
Mas Sou, Eu... Estou
Sou agora autor na minha própria história

Utilia Ferrão

Domingo, 8 de Abril de 2012

SERES HUMANOS



Ninguém é ninguém? Eu e tu somos quem?
Procurando encontra-se sempre mais alguém...

Sou essa brisa ligeira que te refresca a face.
Sou aquela gota transparente do Teu Tudo
Sou apenas a parte móvel do teu intento
Leve levemente tocas-me o pensamento.
Utilia Ferrrão